quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Uma face sem rosto




Meu espírito revolto está tolhido de amores
Por uma figura gentil mas desconhecida
Uma face que aflora algures perdida
Anseio por ela para superar as minhas dores

Minha alma de atormentado vazio está repleta
Vagueia sem rumo por este caminho sombrio
Fere-se-me os pés neste solo arenoso e frio
Falta algo ignoto para me sentir completa

Há pontas de seta que me ferem a audaz mão
Há um fogo imenso que não pode ser serenado
Há um sentimento que anseia ser pronunciado
que não encontra eco na boca, nem no coração

Meu espírito revolto está tolhido de amores
Por algo que a minha mão audaz não alcança
Meus olhos e boca têm a secreta esperança
Que essa face ganhe rosto, palavras, cores

5 comentários:

Anónimo disse...

ola... tens jeitinho pra isto... es uma artista... continua assim... vais no caminho certo (acho eu)...
bjs fofos...

hugo disse...

Mt giro o poema, tens muito jeito, a sério =)

Bjs ***** ADRT

hugo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mr Darcy disse...

mto bem.... gostei. Continua

Diogo Pereira disse...

comecei no titulo e nele parei...fantastico...uma antitese fica sempre meio neste meio etereo