terça-feira, 26 de junho de 2007

mar misterioso


temo esse mar, esse mar que é tão imenso
temo esse mar, onde sempre me refugio
temo esse mar, que é tão estranho, tão frio
temo esse mar, com um sentimento intenso

em brumas, meu coração navega supenso
os raios de Febo tristemente acaricio
neste mar cheio de vida, só há vazio

por vezes quase m'afogo numa recordação
navego perdida nesse barco tenebroso
esquecendo uma vida a que tenh'aversão

por vezes esse mar é tão calmo, ocioso
quase vislumbro feições n'água. será ilusão?
poderei evadir-me deste mar misterioso?

balada da insatisfação


quantas questões me assolam quando te vejo
teu olhar azul desperta-me um carinho imenso
mas falta-nos algo mais forte, louco, intenso
poderei transformar este pensamento em desejo?

penso em ti, mas desesperadamente não te anseio
beijo-te, mas minha boca não te devora com sofreguidão
quero-te, mas em cada momento há um se não
toco-te, mas a minha satisfação fica a meio

há sempre algo que me perturba quando estás apartado
oh, será que peço demais em tão escassa hora?
no entanto quando te vejo sinto uma confiança cega

terá chegado aquele doce momento por mim sonhado?
mas contigo há apenas um pálido sorriso e o mais demora
ensina-me mais! o meu coração por agora apenas ternura te delega