quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

O outro




Nunca mais, nesta vida, eu quero te ver
apaga essa imagem que tens na minha fronte
não te quero mais, ao pé de mim, saber
quero ruir esta contínua e maldita ponte

repudio-te, desprezo-te, porque és tu assim?
odeia a tua interminável fraqueza, essa solidão
esse contínuo não ter. Não, tu não és igual a mim
toco essa imagem em pensamento e queimo a mão
e os meus olhos enchem-se de lágrimas pela dor.
Não pela dor desta indiscreta mão, mas por esta alma
que dizem não ser minha, mas de um ignoto senhor
dizem que dá amor, esperança mas nem isso me acalma
quero cortar as amarras, voar livremente
ser, simplesmente ser outro e, viver contente e contentada
sem esta dor e inquietação que me assaltam incessantemente
e ser assim, por esse outro, eternamente amada

3 comentários:

Anónimo disse...

Só tenho uma palavra para expressar a minha opinião sobre o poema.
LINDO

Anónimo disse...

Oie! td bem??

passei pa fala q seu blog tah muito show!
adorei =]

bjusss

Tepes disse...

muito sentimento vertes-te neste poema.... e por isso é que está tão bom, porque se consegue quase sentir as emoções que pretendes transmitir :)